Mostrando postagens com marcador Vida em Lausanne. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida em Lausanne. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Agora, finalmente, estudante… e com carteirinha!


Depois na novela do chega ou não chega do meu certificado, as várias desculpas e imposições que inventei caso a mulher da secretaria não aceitasse a minha cópia da cópia autenticada, eis que dez minutos antes de eu sair para a faculdade, o documento chegou! Nossa, que alívio senti! Realmente, a cada momento, percebo o tanto que essa viagem é iluminada. Peguei os outros documentos que precisava para fazer a matrícula e resolvi na terça mesmo, no meu primeiro dia de aula.
E que aula! Com uma professora extremamente metódica, para quem acompanha a série Glee, ela é como a professora ruiva. Tudo muito organizado e pede pela nossa organização. Mas muito tranquila, paciente e, pelo mínimo que vi, boa professora. Perdemos uns 20 minutos de aula com ela tentando memorizar os nomes de cada aluno. Com três coreanos na sala, a tarefa é realmente difícil. Basicamente ela nos mostrou como seria o curso, com muita gramática, produção escrita e produção oral. Tive uma prévia de como seria.
Nesse começo de vida acadêmica em uma turma que tem basicamente só estrangeiros, fiz amizade com uma coreana muito legal, que se chama Tihyo e fala-se Tirrê; e com um americano do Texas que se chama Princeton e que fala quase nada de francês. E troquei algumas outras palavras com uma bielorussa e uma mexicana. Nada de brasileiros nesse meu grupo B.
Enfim, ontem, depois de uma hora e meia na fila, consegui finalmente fazer minha matrícula tremendo nas bases com medo de que não desse certo. Recebi minha carteirinha e agora sou oficialmente uma aluna de uma universidade suíça. Não tem mais volta.
Hoje o clima foi diferente. Essas duas aulas de hoje, francês nos jogos e francês nas músicas, são matérias optativas. Então os grupos se misturam e pode ter outros estudantes de um sistema que esqueci como se chama. Na primeira aula, fortifiquei minha amizade com Tihyo, conversei com um italiano da parte italiana da Suíça em que eu não entendo absolutamente nada chamado Silvio, e com uma espanhola RRRRRRRRosário bem legal. E na segunda aula, a surpresa! Duas brasileiras da minha idade! Elas sentaram coincidentemente do meu lado e fui logo puxando papo, porque aqui para se conversar com um brasileiro você só precisa ser um.
Elas já se conheciam por meio de uma introdução aos estrangeiros que eu perdi e que depois percebi que era o canal para fazer amigos do país verde-amarelo. Mas é muito legal quando você conhece pessoas da sua idade, divertidas e que você vê que a amizade tem futuro. Uma está aqui por meio de uma bolsa bacanérrima de nutrição e vai ficar um ano; a outra vai ficar só 6 meses e está pegando algumas matérias de administração em inglês. Mas ela vai tentar mudar para o meu curso pois quer realmente aprender o francês.
Sei que às vezes esse blog é detalhista demais, mas é que no futuro pretendo fazer dele uma espécie de diário para mim. Salvo todos os meus textos com as fotos que utilizo para quando chegar no Brasil poder imprimir, encadernar e tê-lo como as memórias de uma experiência que estou amando. Desculpem-me se ele às vezes fica entendiante.
Muoniquita, se contente com um chocolate. Esse é o presente universal que vou levar para todos.
Na foto, o meu bloco na Universidade.
No mais, saudades de todos! Um super beijo!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Les Misérables

Depois de um tempo de apreensão e espera, eis que ontem fui ver Les Misérables. A peça aqui não fez muito sucesso pois, além de ser uma produção de Lausanne mesmo; a diferença dela para a outra mundialmente conhecida é que depois de 20 anos, eles adaptaram a peça para o francês.
Estudei a rota direitinho pois queria ver a melhor forma para chegar lá. E para a minha surpresa, descobri que o ônibus que passa na parada em frente à orla ia direto para lá. Apesar de ser um pouco longe, foi bem legal para descobrir novos lugares por aqui. E isso é praticamente todo dia. Naquele dia que fui passear com a Camilla também vi coisas que nem imaginava que poderia ter por aqui. A cada dia uma nova descoberta nessa pequenina cidade da Suíça.
Como hoje é feriado por aqui, as ruas estavam lotadas da cidade. E ainda estava acontecendo uma feira aberta em frente ao Teatro Beaulieu, que é o local da ópera. Cheio de gente, de família, adolescentes, adultos. Todos comendo, bebendo e se divertindo. Como eu já estava um pouco em cima da hora, tratei de achar logo o local aonde seria porque existiam vários prédios, cada um com alguma coisa. Quando achei, alívio total.
O lugar que eu comprei foi o mais barato de todos, mas o local que escolhi achei muito bom. O teatro, no entanto, não estava enchendo muito e eu e mais um casal do meu lado ficamos na esperança de podermos passar para a frente. A amiga da Juliana que também assistiu a ópera disse que estava tão vazio no dia dela que eles desceram todo mundo para o primeiro andar, nos lugares de 200 francos. Bem, o meu dia não estava tão vazio assim e me contentei de ir para o local de 100 francos. Tirei uma foto de como foi a minha vista durante a peça.
Como eu nunca li o livro de mais de 700 páginas , assisti o filme para ter idéia de como seria. E eu adorei o filme. A ópera foi outra história. No filme é legal porque eles exaltam muito a parte do amor entre Cosette e Maurice e a perseguição entre Jean e Javert. A ópera dá muita ênfase à cena da barricada e é um tanto quanto monótono. Para mim ópera é só sobre amores impossíveis, sofrimento, tristeza. Não guerra.
Todo o espetáculo durou em média 3 horas, o que foi bastante tempo. Deram um intervalo de 30 minutos e aqui o pessoal tem o hábito de sair para o hall não só para ir ao banheiro ou coisas desse tipo. Eles saem para fumar, conversarem sobre a peça. Um hábito que acredito que deva ser bem europeu.
Mas foi bem legal para saber como é uma ópera por aqui. A parte da música principal que a personagem Fantine canta é de arrepiar os cabelos. Fiquei super emocionada. Não perdeu nada para Susan Boyle.
Tia Nirma e Virgínia, sei que está um pouco atrasado mas essa semana foi super corrida. Desejo os parabéns do fundo do meu coração. Que este novo ano venha com muita saúde, alegrias, conquistas e surpresas agradáveis!
Márcio, não sei se você já leu o livro mas fiquei pensando em como seria bom para você. É uma história fascinante e a cada momento da ópera pensava: o Márcio deve saber o que isso significa, porque o francês cantado só peguei o contexto mesmo. A cada lojinha de criança que descubro me lembro do Felipe. Mande um beijo para ele e para a Cris!
Olívia, obrigada pela correção. Bruschetta. Não vou mais me esquecer.
Neto, ainda estou esperando o e-mail. Sua viagem mais parece fofoca de novela, cada hora chega uma coisa diferente pra mim.
Um super beijo para todos!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Minha nada fácil vida


Os dias vão passando e cada vez mais percebo como vai ser minha vida aqui por esses cinco meses. Hoje chegou a terceira integrante do apartamento, uma francesa do outro lado do lago. Sim, do outro lado do Lago, da cidadezinha que eu comentei que dava pra ver, Evian. Ela tem 17 anos e meio, como salientou, e fala rápido pra caramba! Quando eu estou tentando formular a pergunta em francês, ela me vem com uma resposta beeeeem longa, que eu consigo entender uns 30%; e já com a necessidade de eu fazer um comentário para o que ela falou, e o diálogo, com isso, vira um monólogo com alguns c’est bon da minha parte.
Hoje foi um dia de culinária. A sueca é bem prendada, cozinha muito. Hoje fizemos um cinamon (acho que é esse o nome, mas é uma rosquinha de canela típica da Suécia). Ela me ensinou o passo-a-passo e depois de cinco minutos já tinha esquecido a receita. Desculpa, minha mãe. Faremos outras vezes. E com a promessa de um gatêau por parte da francesa, eu não tenho absolutamente nada para fazer quando for o brazilian day aqui.
Depois de várias experiências como dona de casa, hoje tive a maior delas: lavar minhas roupitchas. A máquina é um alien para mim, não entendo nenhum botão dela. Com a explicação da Jú e alguns comandos como “pré-lavagem”, “lavagem a mão (que mãos?)” apertei as teclinhas e rezei para que desse certo. Quando fui pegá-las agorinha, com um medo danado da secagem ultrapassar a lei do silêncio aqui que vai até as 22 horas, achei que estavam Oks para uma marinheira de primeira viagem. O teste final vai ser ao vestí-las.
Enfim, a cada dia me habituo mais com uma dificuldade enorme ainda de comunicação. Misturo inglês, português, francês e se alguém me pressionar, solto até meu portunhol. E olha que ele é muito bom!
Enquanto as fotos da minha despedida que minha querida amiga Luana me prometeu não chegam, posto mais fotos das paisagens bonitinhas daqui. Olhem como o carrossel é fofo?!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

There`s no place like home


Finalmente, o quartinho. Como Judy Garland, there’s no place like home. Acordamos bem cedinho para vir porque tínhamos marcado com o concièrge responsável pelos apartamentos às 7:20. Preferimos rachar um taxi porque estávamos as duas com malas enormes e teríamos de pegar três ônibus. O horário que cheguei aqui foi ótimo porque não tinha ninguém ainda, depois que eu terminei encheu a sala do homem. Ele me explicou muita coisa, tudo em francês. E como em todas as outras situações desse tipo, eu peguei o contexto, não a conversa.
Ele me entregou a chave do quarto 812 que fica no úúúúúúúúltimo prédio. Pensem carregar uma mala daquele tamanho por cinco escadas? Cheguei mortinha.
Quando entrei no apartamento, já tinha sido avisada que tinha uma menina já aqui e pelo nome descobrimos que era alemã. A casa estava imunda, mas depois ela me explicou que não esperava que chegassem tão cedo, pediu desculpas pela casa e por uma amiga que estava dormindo aqui, porque não é permitido que outras pessoas durmam no nosso quarto. Ela foi bem simpática, a Juliana disse que normalmente é difícil que sejam tão simpáticos.
Eu vou postar algumas fotos do quarto, agora finalmente arrumado. Quando eu estiver mais familiriazada com o apartamento, vou tirar fotos dele. A boa notícia é que são dois banheiros para três pessoas, e um em frente ao meu quarto. Ainda falta mais uma pessoa para chegar, então nada ainda está muito certo.
O quarto em si é relativamente pequeno, mas nada claustrofóbico. Tenho um jardim na frente dele e uma janela imensa. Ele ainda está completamente seco, sem nada para enfeitá-lo, a não ser as coisas que trouxe de Brasília. Hoje vou desbravar os arredores.
Beijos a todos!